Monday, November 16, 2009

Gaga, Jackson e o mundo pop

Mais um artigo interessante, desta vez de autoria de Paulo Nogueira no site da revista Época:

Rei morto, rainha posta. 2009 foi marcado no universo pop, basicamente, por um funeral e um batizado, ambos igualmente faustosos e com a extravagância multicolorida das superproduções em que os personagens parecem gente que não é como a gente, artificiais em tudo, cabelo, roupas, dentições, atitudes e até na voz. Desapareceu Michael Jackson, o Rei do Pop aos 50 anos, e apareceu não um sucessor mas uma sucessora, Lady Gaga. Aos 23 anos, ela é a Rainha do Pop, e domina não apenas as outras rivais, de Madonna a Britney Spears, mas também os marmanjos. Todos os grandes números da música pop em 2009 ficaram na bolsa de Lady Gaga. Quatro músicas de seu álbum de estréia chegaram ao topo da lista de sucessos da Billboard, mais de 4 milhões de faixas suas foram baixadas legalmente nos Estados Unidos etc. É difícil até a um cinquentão como eu permanecer indiferente à estridência carismática de Lady Gaga, expressa em canções como Paparazzi e Poker Face. O vídeo de Paparazzi, que você provavelmente viu antes de começar a ler o texto, prova isso.

O Rei Morto e a Rainha Posta têm enormes semelhanças, a começar pela ambiguidade sexual. Michael Jackson, segundo o relato de sua primeira mulher, Lisa Presley, jamais a encarava pela manhã sem antes fazer a maquiagem no banheiro. Lady Gaga, no verão em que se sagrou soberana, foi pilhada pela câmara de tevê num animado festival na Inglaterra com um a calcinha à mostra na saia minúscula que usava. O estranho volume que se via ali levou a rumores segundo os quais Lady Gaga oscilava entre hermafrodita e, simplesmente, homem (veja a foto). Depois de um demorado silêncio, Lady Gaga disse que não fora exatamente ela a insultada, mas sua bela vagina. O Rei era suspeito de ser Rainha e a Rainha foi suspeita de ser Rei: este o mundo estranho e paradoxal da música pop, onde tudo pode não ser o que parece e o contrário disso também não deve ser descartado. (…continua…)

Leia o artigo completo clicando aqui.

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